Flávio Bolsonaro · caso nº 15 de 28
O ESCRITÓRIO DE R$ 13,7 MILHÕES
Temas citados: ADVOCACIA MILIONÁRIA NO MANDATO
O escritório de advocacia de Flávio — registrado no endereço da mansão, sem outros funcionários — emitiu ao menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, durante o mandato de senador. A maioria das 62 notas analisadas pelo UOL diz só "assessoria jurídica", sem detalhar o serviço. O UOL localizou um único processo ligado a esses clientes. Parte dos pagamentos foi indicada para uma conta do Santander ligada ao caso Willer Tomaz.
Em abril de 2025, o escritório emitiu duas notas de R$ 500 mil para a Copenhagen, apontada pelo Metrópoles como empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar dinheiro do Banco Master. As duas foram canceladas. Dois dias depois, emitiu outra nota de R$ 500 mil para a Contábil Correa, cujo sócio-administrador também era diretor da Copenhagen; essa permaneceu válida. Flávio disse ter recusado o trabalho para a Copenhagen e defendeu a legalidade do serviço à Contábil Correa.
O escritório também recebeu R$ 4 milhões da Nilo & Almeida, de Edvaldo Nilo de Almeida, em duas parcelas de R$ 2 milhões, em agosto e outubro de 2025, antes de sua recondução ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), aprovada pelo Senado em 12/11/2025. Flávio participou da votação, que foi secreta. Nilo afirma que os pagamentos remuneraram serviços conjuntos a clientes privados, sem recursos públicos.
Assista às reportagens
Segmento do UOL News sobre a própria reportagem do UOL que analisou 62 notas fiscais (R$ 13,7 milhões) do escritório de Flávio.
Abrir no YouTube ↗GloboNews explica as duas notas de R$ 500 mil à Copenhagen (canceladas) e a nota seguinte à Contábil Correa.
Abrir no YouTube ↗Situação
reportagem do UOL (20/10/2026); a PF apura transações do escritório. Emitir nota não é crime — a pergunta do caso é: que serviço é esse?
Fontes do dossiê
Para ler mais
Relato e situação reunidos em 21/10/2026 a partir das fontes acima. Os vídeos e as leituras extras são de veículos de imprensa e trazem o crédito de cada um. Para a íntegra e para o que aconteceu depois, consulte as fontes.